terça-feira, 10 de maio de 2022

ESTRADAS Governo pagou R$ 6 milhões para empresa de parente de Marcelo Castro, mas rodovia já deteriora alguns meses depois

Rodovia para Batalha em condições precárias meses depois de reformada pelo governo do PT no Piauí
Rodovia para Batalha em condições precárias meses depois de reformada pelo governo do PT no Piauí

 As imagens que se vê nesta matéria são da rodovia PI-110, que faz a ligação entre as cidades de Barras e Batalha, numa extensão de 35 quilômetros. Estamos em 7 de maio de 2022. Nesta data, recebemos o vídeo que apresentamos aos nobres leitores e espectadores. Uma demonstração inequívoca de como não se deve governar.

A explicação é simples. O governo do estado de Wellington Dias e Rafael Fonteles, ambos do PT, através do programa Pro Piauí, supostamente de desenvolvimento, mas que na prática tem a finalidade única de fazer campanha política antecipada e ilegal para os elementos mencionados, aplicou nada menos que R$ 6 milhões no final de 2021 com a sua recuperação, em um asfaltamento de qualidade mais do que duvidosa.

As imagens valem mais do que palavras. Dizer que isso é uma vergonha é muito pouco para demonstrar o espírito de indignação que nos atinge neste momento. O valor absurdo foi pago para a Construtora Renata, pertencente a um primo do senador Marcelo Castro (MDB), atual donatário do DER/PI (Departamento de Estradas de Rodagem). De acordo com o extrato de contrato n° 014/2021, publicado no Diário Oficial do Estado, foram pagos efetivamente para a aludida empresa a quantia de R$ 5,980 milhões. No Siafe, o contrato tem o n° 21004265.

O contrato foi assinado pelo então diretor geral do DER/PI, José Dias de Castro Neto, e pelo representante legal a Construtora Renata, Lourival Nogueira de Araújo Filho. O objeto é a execução dos serviços de restauração com a pavimentação asfáltica em Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ). A obra foi deflagrada em 3 de setembro de 2021, conforme ordem de serviço que estipula prazo de 150 dias para a conclusão da obra.

Várias outras empresas de familiares do senador mantêm contratos com o governo do PT no Piauí. São elas: construtoras Icaraí, de Mathias Neto Maia Machado e Castro —filho de um dos donos da Jurema e sobrinho de Marcelo Castro—, e Renata, de Lourival Nogueira de Araujo Filho, primo dos Castro; além da própria Jurema, pertencente aos empresários Humberto Costa e Castro e João Castro, irmãos do senador. No dia 13 de janeiro do ano em curso, o jornal Folha de São Paulo estampou a seguinte manchete: “Filho de senador mantém contratos milionários com parentes em governo petista.” E assinalou: “Indicado por Marcelo Castro comanda DER da gestão Wellington Dias no Piauí e diz ser contra contratação, mas não pode barrá-las.”

“Licitações de DERs de outras unidades da federação, como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal, além das do Dnit (o órgão nacional de infraestrutura de transportes), proíbem expressamente a participação de empresas de familiares de dirigentes dos órgãos. Essas vedações são baseadas, entre outras normas, na súmula 13 (antinepotismo) do Supremo Tribunal Federal e na lei 12.813/13, que dispõe sobre conflito de interesses na administração federal”, diz o jornal.

Todos aqueles que foram citados na matéria e queiram se manifestar terão total espaço para se posicionarem. (Toni Rodrigues)

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