quarta-feira, 1 de junho de 2022

PROTESTO Seguranças de Wellington Dias agridem e empurram professores em Campo Maior

Os professores da rede estadual estão em greve há 100 dias protestando contra a política salarial da gestão petista
01/06/2022 08h38Atualizado há 8 horas
Por: Redação
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Manifestantes em Campo Maior chamam Wellington Dias e Rafael Fonteles de mentirosos e caloteiros - Foto: Efrem Ribeiro
Manifestantes em Campo Maior chamam Wellington Dias e Rafael Fonteles de mentirosos e caloteiros - Foto: Efrem Ribeiro

Os seguranças do ex-governador e pré-candidato a senador Wellington Dias (PT) empurraram e agrediram professores e jornalistas nesta terça-feira (31/5) durante a abertura dos festejos de Santo Antônio, em Campo Maior, a 82 km de Teresina.

A professora Marcilene Lima lamentou a postura da equipe do ex-governador, que tentou afastar violentamente os professores em greve há 100 dias porque o governo do PT no Piauí se recusa em repassar os valores do reajuste de 33,24%, atribuídos pelo Ministério da Educação.

Logo ao chegar em Campo Maior, por volta das 17h30min, os políticos da caravana de Wellington Dias e Rafael Fonteles, pré-candidato a governador pelo PT, foram cercados pelos professores aos gritos de caloteiro e mentiroso. Os seguranças se colocaram à frente dos manifestantes e jornalistas e impediram a todo custo que eles se aproximassem do ex-governador, que estava vestindo uma camisa azul ciano, cor muito diferente do tradicional vermelho, que ele está acostumado a vestir e que caracteriza o seu partido, o PT.

Todos os outros políticos da caravana de Wellington e Rafael Fonteles estavam vestindo camisas brancas. Poucos estavam vestindo camisa vermelha. Isso indica que a maioria, no partido, está renegando o PT, o que ocorre por conta da alta rejeição ao partido e suas cores. Eles agora utilizam cores que procuram identificá-los com a bandeira brasileira, como azul, verde, amarelo e branco.

Participaram do grupo na procissão de abertura dos festejos além de Wellington e Rafael Fonteles os ex-prefeitos de Campo Maior, Paulo Martins, agora no partido Solidariedade (PSOL), e Professor Ribinha, implicado no escândalo Topique, que constitui um dos maiores escândalos de desvios nos recursos da Secretaria de Educação do Estado, e também de vários municípios, dentre os quais Campo Maior; Florentino Neto, ex-secretário de Saúde, deputado Francisco Limma, dentre outros.

O jornalista Efrém Ribeiro, do Portal e TV Piauí, disse que tentou se aproximar de Wellington Dias e não conseguiu porque foi empurrado e agredido pelos seguranças do ex-governador. A segurança de Wellington Dias tem histórico de violência.

Em 2017, seguranças do ex-governador, juntamente com seguranças do ex-presidiário Luiz Inácio Lula da Silva, agrediram violentamente o engenheiro Herbert Matos. Ele foi jogado na sarjeta depois de espancado e quase perder um olho.

Os professores da rede estadual têm acompanhado Wellington Dias aonde ele vai para protestar contra sua atuação no governo do estado e sua recusa em repassar o reajuste atribuído pelo governo federal ao longo de três anos seguidos (2019, 2020 e 2022; 2021 não houve reajuste por causa da pandemia).

O governo petista não dá o reajuste alegando que já paga o piso nacional. E o faz por vincular os valores da regência aos contracheques dos professores, o que é considerado um ato ilegal pelo Sinte/PI (Sindicato dos Trabalhadores em Educação).

A professora Francileide Bona disse que a repressão da segurança do petista contribui para tornar o movimento ainda mais forte. Em Esperantina, há duas semanas, o ex-governador foi protegido pela Polícia Militar. (TR)

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