segunda-feira, 3 de outubro de 2022

As eleições de Moro e Dallagnol tem um significado apavorante para o ex-presidiário


Sérgio Moro, o juiz que se tornou símbolo nacional da luta contra a corrupção no Brasil, chegou a Brasília em 2019, caminhando em um tapete ‘dourado’ estendido por Jair Bolsonaro.

Ministro da Justiça e Segurança Pública, tinha um país sob seus pés e uma cadeira no Supremo ‘logo ali na frente'.

Mas quis o destino (a vaidade e a sede de poder) que ele saísse pelas portas dos fundos, fazendo acusações as quais não conseguiu provar.

Desmoralizado, sua atitude trouxe manchas profundas na própria biografia e respingou de forma pesada na Operação Lava Jato.

Sobrou até para os procuradores do Ministério Público, entre eles, Deltan Dallagnol, figura de maior destaque na condução das investigações que descobriram todo o esquema bilionário de corrupção no coração do PT.

A partir daí, o Brasil assistiu, estarrecido, o ex-juiz afundando na lama enquanto pulava de partido, de cargo para o qual concorreria nas eleições e até de estado.

Dallagnol viveu momentos ainda piores, com seu longo e sério trabalho colocado em xeque e perseguido pelo ativismo judicial, o mesmo que tirou Lula da cadeia e o reconduziu á vida pública.

O destino, entretanto, tem sempre uma carta na manga e, no apagar das luzes, veio a surpresa.

Sérgio Moro ‘raspou’ o que sobrou de apoio na chamada ‘República de Curitiba’ e foi eleito ao senado federal, seguido por Deltan, o mais votado para a câmara dos deputados em Brasília.

E até Rosângela Moro, a advogada e esposa de Moro, conseguiu sua vaga no congresso nacional, eleita deputada por São Paulo.

Temos que esclarecer ao nosso leitor que não se trata aqui de exaltar a vitória dos traidores, mas chamar a atenção para o fato de que, sim, a Lava Jato continua viva e pode, a partir desses resultados, reacender a própria chama, desta vez com o devido apoio dentro do congresso nacional.

Foi a escolha pela ‘volta’ dos que se tornaram símbolo de combate à sujeira do PT e de seu comandante, o ex-presidiário que tenta reviver a cena do crime.

Lula vem prometendo de forma escancarada que, se eleito, irá perseguir seus ‘algozes’.

Uma vingança dirigida especialmente a Sérgio Moro e a Dallagnol, que jurou ‘colocar na cadeia para que sentissem o mesmo que havia sentido’.

Mas eles agora são congressistas, em 'têm em mãos o poder do cargo’ e o foro privilegiado.

Uma situação aterrorizante para o descondenado, principalmente se as urnas confirmarem sua iminente derrota no segundo turno, pois revela ainda que o povo 'não esqueceu do que ele fez'.

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