domingo, 11 de novembro de 2018

A Loja Maçonica Simplicio Dias nº 9 realiza sessão de Iniciação dia 10.11.18





Fonte: Tropical Noticias 
A Loja Maçônica Simplício Dias nº 9 de Parnaíba realizou sessão de iniciação na tarde de sábado dia 10 de novembro e se prolongou até as 22:00 horas em seu Templo localizado na Praça Constantino Correia, 885 – Centro – Parnaíba-Piauí, onde recebeu três novos integrantes, que passaram a compor o quadro da loja a partir de agora. Jurisdicionada pelo Grande Oriente do Piauí-GOPI.
A loja que tem como Venerável Mestre, Vilmar Oliveira Fontenele, recebeu também alguns convidados, da loja Maçônica Alarico Cunha, que vieram participar da iniciação, os três novos membros da loja, foram homenageado na “Barbara Buffet”, Avenida Nossa Senhora de Fátima, 1714 Bairro São Benedito, foi um jantar muito especial com musica ao vivo, em um ambiente bem aconchegante, que todos os irmãos maçônicos que se encontravam presente era uma emoção tão grande mediante os convidados. 
 O Venerável Vilmar, e grão mestre José Campelo, tiveram a honra de homenagear com todo orgulho, alegria e felicidade, porque prima pela valorização da pessoa humana, que abraça aquilo que sempre almeja na sublime Ordem Maçônica, trabalhando com denodo em prol da coletividade e na valorização da história da Instituição Maçonaria; na união que seus Irmãos 1º vigilante e 2º vigilante que também se pronunciaram agradecendo a todos que vieram compartilhar pelo ingresso de três novos membros aprendiz com uma união justa e perfeita dentro daquela casa que ficará registrado na memória da Loja.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

sábado, 10 de novembro de 2018

CORRUPÇÃO & PROPINA - Advogado preso tentou se livrar de dinheiro pela privada

Preso na Operação Capitu, da Polícia Federal, nesta sexta (9), o advogado Mateus de Moura Lima Gomes jogou dinheiro na privada quando os agentes chegaram em sua casa, em Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte
 

a Operação Capitu, da Polícia Federal (PF), deflagrada nesta sexta-feira (9), o advogado preso Mateus de Moura Lima Gomes jogou dinheiro na privada quando os agentes chegaram em sua casa, em Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte.
De acordo com a PF, o advogado tentou se desfaze de R$ 3 mil. Gomes foi diretor vice-presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), segundo reportagem do G1.
Também foram presos  vice-governador de Minas Gerais, Antonio Andrade (MDB), o empresário Joesley Batista, dono da JBS, e mais 14 pessoas. Investigação apura suposto esquema de corrupção no Ministério da Agricultura durante o governo da presidente Dilma Rousseff (PT).
  
Fonte: JL/247

Dinheiro da propina era para congressistas eleger Eduardo Cunha presidente da Câmara e cassar Dilma Roussef

O superintendente da Receita Federal em Belo Horizonte, Mario Dehon, disse que frigoríficos ligados ao grupo JBS estariam usando “dinheiro não lícito” para fazer “repasses a agentes políticos”

A
o expedir os mandatos de prisão da operação Capitu nesta 6ª feira (9.nov.2018), a desembargadora Mônica Sifuentes, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da Primeira Região), afirmou em despacho que os executivos do grupo J&F, entre eles Joesley Batista, ocultaram “fatos relevantes” nas delações premiadas, sendo assim, acusados por obstrução da justiça.
Joesley Batista, dono do grupo JBS, foi preso provisoriamente e está detido na Superintendência da PF (Polícia Federal) em São Paulo e já prestou depoimento.
A defesa do empresário disse que vai recorrer da prisão e afirma que ele cumpre rigorosamente o acordo de colaboração, sob exame do STF (Supremo Tribunal Federal) desde setembro de 2017, quando a PGR (Procuradoria Geral da República) pediu a anulação, por fraude, da delação premiada dos irmãos Batista.
A mesma informação foi confirmada pelo coordenador da Operação Capitu pela PF (Polícia Federal), delegado Mário Veloso, em entrevista à imprensa, que disse que houve omissões e contradições por parte dos delatores. A falta com a verdade pode caracterizar crime de obstrução à Justiça.
“Havia omissões graves e contradições por parte dos colaboradores, provavelmente na tentativa de perpetuar a atuação no ministério”, disse o delegado. “Eles omitiram informações de que as empresas teriam ocultado e destruído parte do material probatório. Há inclusive indícios de que foram destruídas provas no gabinete de um lobista. Outras provas foram escondidas. Ao omitir essas informações, eles prejudicaram a qualidade da colaboração”, completou.
A operação investiga crime de lavagem de dinheiro e repasse ilegal de verbas no Ministério da Agricultura durante o governo Dilma Rousseff (PT). Além disso, a PF apura o envolvimento do vice-governador de MG em esquemas de corrupção.
Entre outros, foram presos nesta 6ª feira os executivos da JBS Joesley Batista e Denilton Antonio de Castro, o empresário Ricardo Saud, o deputado João Magalhães (MDB) e o vice-governador de Minas Gerais e ex-ministro da Agricultura, Antonio Andrade (MDB).

Crimes eleitorais

O superintendente da Receita Federal em Belo Horizonte, Mario Dehon, disse que frigoríficos ligados ao grupo JBS estariam usando “dinheiro não lícito” para fazer “repasses a agentes políticos”.
A suspeita surgiu durante a procura por ilícitos tributários envolvendo o grupo e uma “grande rede de supermercados” com a qual tinha negócios.  De acordo com os investigadores, foram encontrados indícios de que “essa rede não fazia todos os pagamentos para frigoríficos, mas uma triangulação para dar aparência de legalidade [aos ilícitos praticados]”.
Dehon disse que as autoridades competentes devem fazer a investigação para confirmar se houve o crime eleitoral.
Para evitar prejuízos, nenhum dos nomes dos políticos que podem ter cometido o crime foi informado. Mas, segundo o coordenador da investigação na PF, delegado Mário Veloso, R$ 30 milhões foram usados pela empresa de proteína animal para financiar ilegalmente a campanha “de 1 candidato à presidência da Câmara dos Deputados em 2014”.
O delegado afirma que a JBS teria redistribuído o dinheiro dentro da bancada do MDB mineiro entre 2013 e 2015. Dos R$ 30 milhões, R$ 15 milhões teriam sido destinados a 1 deputado e, depois, repassados aos 6 escritórios de advocacia usados como intermediários para que o dinheiro chegasse aos destinatários finais.
“Em 2017, a operação Lava Jato chegava perto desse esquema, quando um desses advogados procurou um lobista da empresa, pedindo a produção de documentos que dessem aparência de legalidade aos valores. A partir disso foi produzido 1 contrato para cada empresa. Os contratos foram confeccionados e assinados, inclusive tendo sido apreendidos na operação de hoje”, acrescentou Veloso.
De acordo com o delegado, os contratos foram feitos com o objetivo de dar “aparência de veracidade à falsa prestação de serviços de advocacia”, o que já configura lavagem de dinheiro. Dos 6 mandados de prisão expedidos contra advogados desses escritórios, só 1 não foi cumprido: 1 contra advogado da cidade mineira de Uberaba que atua em São Paulo. “Como não foi encontrado, ele já é considerado foragido”, disse.

Outros crimes

De acordo com o delegado Mário Veloso, 1 dos advogados presos na nesta 6ª feira (9.nov.2018) era operador direto de 1 servidor do Ministério da Agricultura, o qual teria sido indicado por 1 deputado federal investigado. Segundo a PF, esse servidor foi preso.
Entre outras suspeitas de crimes praticados pelos servidores do ministério, há expedição de atos normativos, determinando a regulamentação da exportação de despojos; a proibição do uso da ivermectina de longa duração; e a federalização das inspeções de frigoríficos.
“Um funcionário teria recebido milhões em propina para ajudar o grupo criminoso no que se refere à regulação de partes do gado bovino não consumido no mercado externo, mas apreciado no mercado asiático. Com a ajuda desse servidor, empresas de menor porte foram prejudicadas, favorecendo a concentração desse mercado”, disse o delegado Veloso.
Além disso, o delegado disse que R$ 5 milhões teriam sido pagos pela proibição do uso da ivermectina de longa duração, também como forma de concentrar mercado, prejudicando empresas de menor porte. Ainda segundo a PF, um deputado federal recebeu R$ 50 mil “como contrapartida, em decorrência da tentativa de promover a federalização das inspeções sanitárias de frigoríficos por meio de uma emenda”.

Alvos de prisão

Após a entrevista concedida por servidores da Receita e da PF, o TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) divulgou uma lista com os nomes das 17 pessoas que foram alvo dos mandados de prisão temporária e preventiva.
Além de prisão temporária, o deputado estadual João Lúcio Magalhães Bifano (MDB-MG) teve o exercício do mandato de deputado estadual suspenso. O emedebista ainda teve proibidos acesso e contato com pessoas envolvidas nos fatos investigados.
Foram expedidos mandados de prisão temporária contra:
  • Antônio Eustáquio Andrade Ferreira, ex-ministro da Agricultura e atual vice-governador de Minas Gerais;
  • Neri Geller, ex-ministro da Agricultura e deputado federal eleito  pelo PP em Mato Grosso;
  • Marcelo Pires Pinheiro;
  • Fernando Manuel Pires Pinheiro.
Os mandados de prisão preventiva tiveram como alvo:
  • Eduardo Cunha (MDB-RJ), ex-presidente da Câmara;
  • Joesley Mendonça Batista, dono da JBS;
  • Rodrigo Figueiredo, ex-secretário de Defesa Agropecuária;
  • Ricardo Saud, ex-executivo da J&F;
  • Ildeu da Cunha Pereira, adovogado;
  • Mateus de Moura Lima Gomes, advogado;
  • Mauro Luiz Rodrigues de Souza Araújo, advogado;
  • José Francisco Franco da Silva Oliveira;
  • Cláudio Soares Donato;
  • Odo Adão Filho;
  • Waldir Rocha Pena;
  • Walter Santana Arantes;
  • Demilton Antonio de Castro e Florisvaldo Caetano de Oliveira.

O que é a Operação Capitu

A operação é baseada na delação do doleiro Lúcio Funaro, apontado como responsável pelo repasse de propinas no MDB.
Depois de ser nomeado ministro da Agricultura, em março de 2013, Antonio Andrade teria beneficiado a JBS. Em troca, a empresa teria repassado dinheiro para o MDB, partido de Eduardo Cunha. Este, por sua vez, repassava o dinheiro para outros congressistas a fim de se tornar presidente da Câmara. Cunha foi eleito para o comando da Casa em fevereiro de 2015 após conseguir 267 votos dos deputados contra 136 de Arlindo Chinaglia (PT-SP).
O político fluminense ficou na presidência até julho de 2016, quando renunciou ao cargo. Ele foi afastado em maio do mesmo ano pelo Supremo Tribunal Federal em ação pedida pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Segundo o ex-PGR, Cunha estava atrapalhando as investigações da Lava Jato.
Joesley Batista é o principal acionista do grupo J&F (dono do frigorífico JBS-Friboi). Ele já havia sido preso em 10 de setembro de 2017 junto com o empresário Ricardo Saud. Eles estavam soltos desde março de 2018, após determinação do juiz Marcus Vinícius Reis Bastos.
O nome da operação é uma referência à personagem de Machado de Assis, Capitu, que foi acusada de trair seu companheiro, Bentinho.

Outro lado

Em nota, a defesa de Antônio Andrade disse somente se manifestará quando tomar conhecimento do inquérito.
“Durante o depoimento, Antônio Andrade respondeu tudo o que lhe foi perguntado e colaborou com o trabalho da Polícia Federal”, disse.
Em nota, a defesa de Joesley afirma que o empresário é colaborador da Justiça e que, inclusive, entregou documentos e dados para a Polícia Federal. Portanto, a prisão não seria a medida mais adequada. Eis a nota do advogado André Callegari:
“Joesley Batista é colaborador da Justiça e tem cumprido à risca essa função. Portanto, causa estranheza o pedido de sua prisão no bojo de um inquérito em que ele já prestou mais de um depoimento na qualidade de colaborador e entregou inúmeros documentos de corroboração. A prisão é temporária e ele vai prestar todos os esclarecimentos necessários”.
 
Fonte: JL/Agência Brasil

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Governador admite corte de coordenadorias e diz que momento é desafiador


O governador Wellington Dias admitiu nesta quinta-feira (8) que trabalha com a possibilidade de reduzir o número de coordenadorias em seu novo mandato. Segundo o petista, o momento é desafiador e requer medidas de adequações. Duas secretarias - Justiça e Segurança - passarão por reformulação.
"Eu trabalho com a possibilidade (reduzir coordenadorias). Têm algumas áreas porque cumpriram uma missão que estava colocada para este mandato, outras mesmos por uma questão de economicidade e adequação à nova realidade", disse durante a entrega da medalha Centenário Alberto Silva na noite de ontem.

A realidade a que o governador se refere é a escassez  de recursos no Brasil. "E isso atinge também o Piauí", frisou.
Além da extinção, o governador revelou que trabalha com adequações. "Do outro  lado temos adequações para que a gente possa cumprir os compromissos de campanha", declarou.
Entre essas adequações, estão mudanças no aparato da Segurança e Justiça. "A Segurança hoje é organizada numa lógica de área militar, civil e outras. Vamos ter que organizar agora por riscos elevados, alto risco, médio risco e baixo risco. Então vamos ter que adequar a estrutura organizacional tanto na segurança e justiça aquilo que é uma novidade que vem do nosso projeto apresentado na campanha", revelou.

Na semana passada, o Progressistas entregou uma carta ao governador sugerindo o enxugamento do Estado para o próximo mandato. O partido chegou a colocar seus cargos à disposição. Medida adotada dias depois pelo MDB.
Equipe
Wellington Dias ainda não fechou sua nova equipe de trabalho para o 4º mandato. Segundo ele, a prioridade agora é a estrutura da máquina administrativa.
"Quando a gente vem de uma reeleição tem uma vantagem: tem uma equipe em atividade. Estou tratando de adequar a estrutura do Estado, primeiro à realidade. É um momento mais desafiador do que o ano passado, o ano anterior, bem distinto daquilo que eu  sonhei quando estava ali em 2014 candidato à primeira eleição", afirmou.
Para o governador, só após levantamentos dos grupos de trabalho sobre o tamanho do Estado é que ele se debruçará sobre nomes para a nova equipe. "Tendo a clareza dos compromissos que assumi na campanha, qual a estrutura necessária para bem desempenhar com economicidade, mais modernidade, equilíbrio e, certamente, os grupos de trabalho que já estão comigo apresentarem um levantamento, somente após essas definições é que vou realmente tratar da equipe", destacou.
O petista voltou a falar que o desafio é grande, mas que é otimista e que acredita em uma solução para atravessar a crise. "O desafio é grande e sou sempre otimista. Acho que vamos encontrar caminhos para garantir o equilíbrio e tocar a capacidade de investimentos", finalizou.
Edição: Tropical Noticias
Lyza Feitas e  Hérlon Moraes
redacao@cidadeverde.com

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Temer diz que deixará "estrada asfaltada" para Bolsonaro

                  
A menos de dois meses de deixar o governo, o presidente da República, Michel Temer, ensaiou um discurso de "dever cumprido" ao falar na abertura do Salão do Automóvel, em São Paulo, nesta quinta-feira, 8. Um dia depois de se reunir com o presidente eleito, Jair Bolsonaro, Temer afirmou que começou um governo "do zero" após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e que agora entregará uma "estrada asfaltada" para o sucessor. 

"Disse (a Bolsonaro): olha, estou fazendo o possível pra lhe entregar uma estrada asfaltada. Nós pegamos uma estrada esburacada e estamos lhe entregando uma estrada asfaltada, pode correr com seu veículo, nomeado que foi pelo povo brasileiro, ou venha ao Salão do Automóvel e adquira um automóvel, e trilhe esse caminho certo que nós abrimos", discursou Temer.

Comentando a transição com Bolsonaro, o atual presidente classificou o processo como civilizado e garantiu que todos os dados estão sendo transmitidos à equipe do presidente eleito. Em meio à dúvida se será possível votar algo da reforma da Previdência ainda neste ano, Temer não citou que propostas pretende encaminhar antes de terminar o mandato. Apenas disse que "muita coisa há pela frente" e que está conversando com o governo eleito sobre "aquilo que foi feito e que ainda deve ser feito".

Ao fazer um balanço de sua gestão, Temer disse que enfrentou um "bombardeio" da oposição de um lado e "tramas" de outro lado que queriam derrubar seu governo. "Mas nós estamos aqui", declarou, citando que terminará seu mandato e sendo aplaudido por empresário do setor automobilístico. Como fez em discursos anteriores, o presidente afirmou que há "harmonia absoluta" entre os Poderes e que durante seu governo houve cooperação entre os setores privado e público. 

A cerimônia de abertura do evento ocorreu enquanto o Senado aprovava a medida provisória do novo regime automotivo, chamado de Rota 2030, cujo decreto de regulamentação foi assinado pelo presidente logo em seguida. 

Temer declarou ter ficado "aflito" se haveria quórum e votos suficientes para aprovação e revelou satisfação com a confirmação do programa. Antes e depois de sua fala, o presidente visitou diversos setores da feira e afirmou que com o Rota 2030 haverá ainda mais investimentos tecnológicos na produção de veículos no País.
Fonte: Estadão Conteúdo

REFORMAS Com fim do Ministério do Trabalho, funcionário vai virar refém do patrão

Em notas, centrais sindicais afirmam que medida anunciada pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, vai aprofundar a precarização do trabalho no país e trabalho escravo ficará sem fiscalização
 
O
anúncio do fim do Ministério do Trabalho a partir do ano que vem, feito pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) nesta quarta-feira (7), é criticado pelas principais centrais sindicais do Brasil. Em notas, as entidades alertam que a ação é uma continuidade da "agenda regressiva" iniciada com Michel Temer, além de ampliar as ameaças aos direitos trabalhistas.
A medida aprofunda ainda mais a precarização do trabalho no país, com graves prejuízos à fiscalização e combate ao trabalho análogo ao escravo e ao trabalho infantil, afirma o presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Adilson Araújo. 
De acordo com o dirigente, a função do ministério, criado há 88 anos, tem valor histórico na regulação das relações entre capital e trabalho, dando protagonismo ao diálogo para dirimir conflitos. "Se com o ministério a luta já é grande contra as arbitrariedades no mundo do trabalho, sem a instituição perde-se, lamentavelmente, o espaço de diálogo social e de criação de políticas públicas de emprego e de suporte ao trabalhador e trabalhadora brasileiros", lamenta Adilson.
Já a Força Sindical diz que os trabalhadores "não podem se calar", já o Ministério do Trabalho foi importante no avanço das relações de trabalho. "Queremos o Ministério do Trabalho e Emprego forte, parceiro e protagonista na luta contra a recessão e pela retomada do crescimento econômico do País, com respeito aos direitos sociais, previdenciários e trabalhistas da classe trabalhadora, geração de empregos, distribuição de renda e inclusão social", afirma Miguel Torres, presidente da Força.
Em vídeo publicado também na quarta-feira, Vagner Freitas, presidente nacional da CUT, critica a ideia do presidente eleito, que mostra desrespeito pelas representações dos trabalhadores. "Não vamos permitir isso", afirma, alertando da necessidade de fortalecer os sindicatos.
Outras centrais também se manifestaram. A União Geral dos Trabalhadores (UGT) classifica o anúncio de Bolsonaro como "má notícia para a classe trabalhadora". Eles também defendem o fortalecimento da pasta, "ao invés de sublocar suas atividades a um futuro ministério que terá um foco totalmente empresarial".
Por sua vez, a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) se diz decepcionada com a decisão de Bolsonaro, mas acredita que "ainda há tempo para rever decisões que possam resultar em imensuráveis prejuízos aos já fragilizados direitos dos trabalhadores". "Esperamos uma prudente revisão do que está sendo decidido por meio de declarações que, ao nosso entender, se revelam precipitadas", diz José Calixto Ramos, presidente da entidade.
 
Fonte: JL/RBA

Moro quer plano anticrime simples para rápida aprovação no Congresso

Juiz falou que a insatisfação popular foi um recado dado pelas urnas e o momento do país pede a aprovação de medidas legislativas para "equacionar" o problema

Torquato Jardim e Moro se encontraram nesta tarde

Torquato Jardim e Moro se encontraram nesta tarde

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil - 08.11.2018
O juiz federal Sergio Moro se reuniu na tarde de hoje (8) com o ministro da Justiça, Torquato Jardim, para discutir a transição de governo. Em janeiro, Moro assumirá o superministério da Justiça e da Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro. O futuro ministro falou que a insatisfação popular com a segurança foi um recado dado pelas urnas e o momento do país pede a aprovação de medidas legislativas para "equacionar" o problema.
"As eleições transmitiram um recado que há uma insatisfação grande da população com a segurança pública, que é um problema sério, difícil de ser tratado, e precisa ser equacionado. Em parte, equacionado por medidas executivas, independentemente de leis, mas é um momento propício para apresentação de um projeto legislativo", afirmou.
Dez medidas

Moro acrescentou que parte das 10 medidas de combate à corrupção, apresentadas pelo Ministério Público, poderão ser resgatadas em um pacote legislativo que será submetido ao Congresso, mas outros pontos serão descartados. Ele não quis detalhar o que será levado adiante.
"Seria péssimo adiantar algumas dessas ideias sem que elas estivessem suficientemente amadurecidas. (...) A ideia é um plano forte, mas simples, para que seja aprovado em tempo breve no Congresso. [Um plano] anticorrupção e anticrime organizado. São as duas prioridades da próxima gestão".

Perguntado sobre a superlotação dos presídios do país, Moro admitiu que é preciso criar vagas no setor, e defendeu um endurecimento para quem pratica crimes graves. "É inequívoco que existe, no sistema carcerário, muitas vezes, um tratamento leniente, a meu ver, para crimes praticados com extrema gravidade. Casos de homicídio qualificado, de pessoas que ficam poucos anos presos em regime fechado. Para esse tipo de crime, tem que haver um endurecimento", acrescentou. 
Continuidade

O encontro de Torquato e Moro durou menos de uma hora. Em rápidas palavras, o atual ministro desejou sorte ao juiz e disse que, se ele conseguir repetir a atuação "brilhante" que teve na magistratura, também terá sucesso à frente da pasta.

Sergio Moro ressaltou que quer dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado na área e aprofundar o que ele considera os avanços dos últimos anos. "A intenção é dar continuidade ao bom trabalho que vem sendo realizado, aos bons projetos que estão sendo executados, para evitar aí perda de continuidade. Não sou daqueles que assumem reclamando que existe uma herança maldita", disse.

PF faz operação para prender 10 deputados estaduais no RJ

Parlamentares são suspeitos de terem recebido um 'mensalinho' oriundo de superfaturamento de contratos, para apoiar o ex-governador Sérgio Cabral

A Polícia Federal realiza, na manhã desta quinta-feira 8, a operação Furna da Onça. Há 22 mandados de prisão – dez deles contra deputados estaduais  e 47 de busca e apreensão. Segundo a PF, o objetivo é investigar “a participação de deputados estaduais do Rio de Janeiro em esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e loteamento de cargos públicos e mão de obra terceirizada em órgãos da administração estadual”.
A ação é a segunda fase da operação Cadeia Velha, deflagrada em novembro de 2017, quando foram presos o presidente da Alerj, Jorge Picciani, e os deputados estaduais Edson Albertassi e Paulo Melo, todos do MDB. Os três são alvos de novos mandados de prisão nesta quinta, mas Albertassi e Melo já estão detidos em Bangu, enquanto Picciani está em prisão domiciliar. Os outros mandados foram cumpridos.
Os outros sete deputados estaduais alvos da operação são: André Corrêa (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Coronel Jairo (SD), Luiz Martins (PDT), Marcelo Simão (PP), Marcos Abrahão (Avante) e Marcos Vinícius Neskau (PTB). Também foram expedidos mandados de prisão contra o secretário estadual de Governo, Afonso Monnerat, o presidente do Detran-RJ, Leonardo Jacob, e o ex-presidente do órgão, o deputado federal eleito Vinícius Farah (MDB-RJ).
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), com exceção de Picciani, Melo e Albertassi, as demais prisões são em caráter temporário, por um período inicial de cinco dias. No total, 200 policiais federais, 35 membros do MPF e dez auditores da Receita Federal cumprem mandados. A operação foi autorizada, por envolver deputados estaduais, pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2).
Dos parlamentares alvos da operação, todos disputaram um novo mandato nas urnas no último dia 7, com exceção dos três que já estavam presos. Desses, cinco (Corrêa, Chiquinho, Martins, Abrahão e Neskau) foram reeleitos. Coronel Jairo e Marcelo Simão perderam as eleições.

Conheça as mulheres convidadas para a equipe de transição do governo Bolsonaro

Por enquanto, são apenas quatro: uma economista e três de carreira militar

Após um primeiro anúncio de 28 nomes para a equipe de transição de governo em que constavam apenas homens, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) convidou quatro mulheres para compor o time.
Da esquerda para a direita: a economista Clarissa Gandour, a tenente-coronel do Corpo de Bombeiros do DF Márcia da Cunha, a tenente da reserva Liane Fernandes Costa Silva e a tenente Silvia Nobre Waiãpi: Quarteto foi convidado para o governo e aguarda nomeação
Da esquerda para a direita: a economista Clarissa Gandour, a tenente-coronel do Corpo de Bombeiros do DF Márcia da Cunha, a tenente da reserva Liane Fernandes Costa Silva e a tenente Silvia Nobre Waiãpi: Quarteto foi convidado para o governo e aguarda nomeação
Foto: Reprodução Facebook e YouTube / BBC News Brasil
Três delas têm experiência na carreira militar e uma é economista com especialização em meio ambiente. As nomeações ainda não foram publicadas no Diário Oficial e a assessoria da equipe de transição não confirmou como elas atuarão e se terão remuneração.
Segundo apuração da BBC News Brasil, a economista Clarissa Gandour atuará como voluntária, enquanto a tenente-coronel do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal Márcia Amarílio da Cunha Silva ficará cedida pela corporação, mantendo seu salário atual.
Na quarta-feira, Bolsonaro anunciou também a primeira mulher que será ministra de seu governo. A deputada Tereza Cristina (DEM-MS) comandará a pasta da Agricultura, que não deve mais incorporar o Ministério do Meio Ambiente, como originalmente anunciado.
"Não estou preocupado com a cor, sexo ou sexualidade de quem está na minha equipe, mas com a missão de fazer o Brasil crescer, combater o crime organizado e a corrupção, dentre outras urgências", escreveu o presidente eleito em seu Twitter.
Bolsonaro: 'Não estou preocupado com a cor, sexo ou sexualidade da minha equipe, mas com a missão de fazer o Brasil crescer'
Bolsonaro: 'Não estou preocupado com a cor, sexo ou sexualidade da minha equipe, mas com a missão de fazer o Brasil crescer'
Foto: Reuters / BBC News Brasil
Nesta quinta, a assessoria da equipe de transição divulgou foto de uma reunião geral em que havia apenas homens, entre eles os futuros ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Paulo Guedes (Fazenda) e Sergio Moro (Justiça).
A expectativa é de que mais mulheres sejam anunciadas para a equipe de transição. Confira abaixo o perfil das quatro primeiras.

Márcia Amarílio da Cunha Silva

A tenente-coronel do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal Márcia Amarílio da Cunha Silva Amarílio, por enquanto, está colaborando com a equipe de transição na área de educação
A tenente-coronel do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal Márcia Amarílio da Cunha Silva Amarílio, por enquanto, está colaborando com a equipe de transição na área de educação
Foto: Reprodução Facebook / BBC News Brasil
Primeira mulher convidada para a transição, Márcia Amarílio da Cunha Silva é tenente-coronel do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. Ela passou a colaborar na construção da candidatura de Bolsonaro há cerca de um ano.
Silva participava das reuniões semanais organizadas pelo general da reserva do Exército Augusto Heleno, que deve assumir o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) no próximo governo. Bolsonaro costumava comparecer até sofrer um atentado em Juiz de Fora (MG), em setembro.
A tenente contou à BBC News Brasil que, nessas reuniões, participou dos grupos de educação, meio ambiente e segurança pública, levantando informações para subsidiar a campanha e o plano de governo.
Com 25 anos de Corpo de Bombeiros no DF, ela hoje comanda o Centro de Ensino de Altos Estudos Oficiais da corporação, que cuida da formação de capitães e coronéis. Tem também vasta experiência na área política, tendo atuado por 15 anos - sete deles como chefe - na equipe de assessoria parlamentar do Conselho Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil.
Ela está, por enquanto, colaborando com a equipe de transição na área de educação e ficará cedida pelo Corpo de Bombeiros, mantendo seu salário atual, sem acumular nova remuneração.
Na sua visão, a imprensa se precipitou ao destacar a falta de mulheres na equipe quando os primeiros nomes da equipe de transição foram anunciados. "Acho importante a participação de mulheres porque o Brasil é feito de diversidade", ressaltou.

Clarissa Costalonga e Gandour

Clarissa Gandour foi convidada para trabalhar na área de meio ambiente durante a transição
Clarissa Gandour foi convidada para trabalhar na área de meio ambiente durante a transição
Foto: Reprodução YouTube / BBC News Brasil
Clarissa Costalonga e Gandour é economista especializada em monitoramento da eficácia de políticas públicas para preservação do meio ambiente. Ela tem graduação, mestrado e doutorado na faculdade de economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
Atualmente, é analista sênior do escritório carioca do CPI (Climate Policy Initiative), onde coordena o desenvolvimento de projetos estratégicos. Junto com seu professor na PUC-Rio e chefe no CPI, Juliano Assunção, e outros pesquisadores, realizou um estudo que levantou o impacto bem-sucedido de ações de preservação ambiental durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo esse levantamento, políticas públicas como o acompanhamento contínuo do desmatamento via satélite, fortalecimento das operações de fiscalização, criação de novas unidas de preservação e restrição do acesso ao crédito rural por fazendeiros na região amazônica evitaram aproximadamente 62 mil km2 de área desmatada entre 2005 e 2009.
Em vídeo disponível no YouTube, Gandour explica as conclusões do estudo em inglês fluente, em intervalo da conferência da ONU sobre o clima de 2012 em Doha, no Catar.
À BBC News Brasil, a pesquisadora confirmou por email ter sido "convidada a contribuir com a transição em caráter voluntário no grupo de trabalho de meio ambiente".
"Ela é uma economista com treinamento excepcional em avaliação de políticas públicas", afirmou à reportagem seu professor Juliano Assunção.
"Acho que a participação da Clarissa só faz sentido se o governo desejar aprimorar as políticas de combate ao desmatamento, porque todo o trabalho que ela fez ao longo da trajetória profissional dela diz respeito à mensuração do impacto dessas políticas e mecanismos sob os quais essas políticas podem ser aprimoradas", acrescentou.

Silvia Nobre Waiãpi

A tenente Silvia Nobre Waiãpi foi a primeira indígena a ingressar no Exército. Ela é também artista, atleta e fisioterapeuta
A tenente Silvia Nobre Waiãpi foi a primeira indígena a ingressar no Exército. Ela é também artista, atleta e fisioterapeuta
Foto: Reprodução Facebook / BBC News Brasil
A tenente Silvia Nobre Waiãpi, primeira indígena a ingressar no Exército, tem uma história de superação e versatilidade - é artista, atleta e fisioterapeuta.
Entrou para as Forças Armadas em concurso de 2010 e hoje é chefe do Serviço de Medicina Física e Reabilitação em Fisioterapia do Hospital Central do Exército no Rio de Janeiro.
Nascida no interior do Amapá, deixou a aldeia de seu povo, os Waiãpi, para o Rio após ser mãe aos 13 anos.
"Vim sozinha. Não conhecia ninguém, dormi nas ruas por alguns meses. Eu tinha uma pedra, que acreditava que era sagrada, e a vendi para comer. Com aquele dinheiro eu consegui comer uns dois dias. Depois, comecei a vender livros de porta em porta", contou ao portal UOL em 2011.
Ainda segundo essa reportagem, Waiãpi se interessou por poesia ainda adolescente. Depois, passou a escrever e foi premiada com a medalha Cultural Castro Alves, a medalha Monteiro Lobato e também um prêmio de jovem escritora da Academia Literária Feminina do Rio Grande do Sul.
Mais recentemente, atuou na minissérie da Rede Globo "Dois Irmãos", transmitida em janeiro de 2017. Ela interpretou a personagem indígena Domingas, que é tirada de sua tribo para trabalhar como doméstica.
À reportagem do UOL em 2011, Waiãpi contou também ter voltado poucas vezes a sua aldeia. "Quero abrir uma nova ponte para mulheres índias no Brasil, não só nas Forças Armadas, mas em outros segmentos. Já tenho amigas que disseram que agora vão se preparar para entrar nas forças", afirmou.
A coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e candidata à vice-presidente pelo PSOL na eleição deste ano, Sônia Guajajara, disse à BBC News Brasil que a nomeação de Waiãpi não altera em nada sua visão de que o governo Bolsonaro representa uma ameaça aos índios.
"Ela (Waiãpi) tem origem indígena, mas não é uma liderança, nem fala em nome dos povos indígenas. Isso (a nomeação) de jeito nenhum vai significar o apoio dos povos indígenas a esse governo. Somos um dos alvos prioritários", ressaltou.
A BBC News Brasil fez contato com Waiãpi por meio de sua página oficial no Facebook, mas ela disse que não poderia conceder entrevista sem autorização do Exército.

Liane de Moura Fernandes Costa

Liane de Moura Fernandes Costa foi convidada a prestar assessoria na área ambiental
Liane de Moura Fernandes Costa foi convidada a prestar assessoria na área ambiental
Foto: Reprodução Facebook / BBC News Brasil
Liane de Moura Fernandes Costa é mais uma mulher da equipe de transição egressa da carreira militar. Formada em 2007 no curso de Engenharia Ambiental da Fundação Universidade Federal do Tocantins, com especialidade em construções sustentáveis, ingressou em 2009 no Exército, onde atuou na seção de meio ambiente do Departamento de Engenharia e Construção (DEC).
Deixou a instituição há pouco, depois de concluir o tempo máximo de oito anos de serviço nesse tipo de contratação, e está atuando como estagiária na área de engenharia do Ibama. É hoje tenente da reserva.
Costa possui também licenciatura em Educação Profissional pelo Instituto Federal de Brasília (IFB) e já foi professora substituta do Curso Técnico em Controle Ambiental na mesma instituição, ministrando aulas de Tratamento de Água, Introdução ao Controle Ambiental e Gerenciamento de Resíduos Sólidos.
A tenente da reserva costuma participar em Brasília de ações voluntárias de coleta e reciclagem de resíduos. Entre vídeos de Carnaval de rua no interior do Tocantins e sobre práticas ambientais, também curtiu em seu canal no YouTube um registro do ano passado em que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL) rebate fala de uma líder estudantil crítica ao projeto Escola Sem Partido em audiência na Câmara dos Deputados.
Costa atendeu ligação da reportagem, mas explicou que estava orientada a não conceder entrevistas sem prévia autorização. Disse apenas que foi convidada a prestar assessoria na área ambiental.
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