quarta-feira, 22 de maio de 2019

MPF entra com ação para regularizar fornecimento de medicamentos no PI

 Ação contra a União visa evitar atrasos, interrupções no tratamentos de pacientes e a garantia do direito à saúde e à vida

O Ministério Público Federal no Piauí (MPF/PI), por meio do procurador da República Kelston Pinheiro Lages, ajuizou ação civil pública com pedido de liminar na Justiça Federal contra a União, para que os medicamentos excepcionais do Grupo 1A sejam fornecidos ao Estado do Piauí, de forma integral e sem interrupções.

A ação teve como base o Inquérito Civil n° 1.27.000.001104/2018-70 para investigar a escassez desses medicamentos, de responsabilidade da União, nos estoques da Farmácia de Dispensação de Medicamentos Excepcionais da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí - SESAPI.

Durante a apuração, o Ministério Público Federal constatou que uma vasta lista de medicamentos excepcionais do Grupo 1A, estavam desabastecidos e com o fornecimento de remessas parciais no estado do Piauí, tais como para tratamento de hepatite, câncer, esquizofrenia, toxoplasmose em gestantes, esclerose lateral amiotrófica, esclerose múltipla, HIV, imunossupressores, dentre outros.

Para o MPF, a escassez de medicamentos pertencentes ao Grupo 1A, nos estoques da Farmácia de Dispensação do SUS, representa um risco desnecessário à saúde de muitos pacientes que dependem exclusivamente desses medicamentos para dar continuidade aos seus tratamentos, tendo em vista que essa interrupção poderá ocasionar agravamentos em seus quadros de saúde, inclusive serem causadoras de óbitos.

O procurador da República Kelston Pinheiro Lages, “é dever estatal fornecer meios eficazes para tratamento de saúde imprescindível à manutenção da vida, sobretudo quando se trata de pessoas carentes e que não têm como dispor de recursos para, pela via alternativa, comprarem sua medicação (muitas vezes não dispõem nem mesmo de dinheiro para necessidades básicas como alimentação), estando dessa forma abandonados por quem tem o dever de assisti-los”, enfatizou.

O Ministério Público Federal no Piauí requereu, em caráter de urgência, que seja determinado aos demandados para imediatamente restabelecerem, na sua integralidade, o fornecimento de todas as medicações do Grupo 1A, constantes da tabela do RENAME, determinadas por força da Portaria MS nº 1.554 de 30 de julho de 2013, ou em outro prazo fixado por esse juízo, tendo em vista que muitos pacientes aguardam, até o presente momento, por suas medicações, posto que algumas se esgotaram logo que chegaram aos estoques da DUAF/SESAPI, e por outras que, nem sequer foram adquiridas, até posterior decisão de mérito; bem como, ainda em sede liminar, providenciem os réus imediatamente a necessária reformulação de procedimentos internos em sua programação, no âmbito do Ministério da Saúde, para aquisição desses medicamentos, fazendo-se incluir a previsão de um estoque de emergência pelo prazo mínimo de 30 (trinta) dias, a fim de que não ocorram desabastecimentos nos estoques, de forma a garantir a correta e integral assistência farmacêutica a esses pacientes, conforme as responsabilidades assumidas pela União perante o SUS.
Fonte: AsCom/MPF

Senado aprova 100% de capital estrangeiro nas aéreas e isenta de cobrança bagagem de até 23 kg

Proposta segue para a sanção do presidente Jair Bolsonaro. Texto prevê gratuidade para bagagem de até 23 kg em voos domésticos com aviões de capacidade acima de 31 lugares.

O Senado aprovou nesta quarta-feira (22) uma medida provisória que autoriza a participação de até 100% de capital estrangeiro em companhias aéreas brasileiras.

O texto também prevê gratuidade para bagagem de até 23 quilos em aviões com capacidade acima de 31 lugares, nos voos domésticos (veja mais detalhes abaixo).

Esse trecho não estava no texto original da MP, mas foi sugerido pelo relator da proposta, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), e, por meio de um destaque, aprovado pelos deputados durante votação nesta terça-feira (21).

A proposta segue para a sanção do presidente da República, Jair Bolsonaro. O chefe do Executivo tem a prerrogativa de vetar trechos da proposta.

A análise da MP precisava ser feita pelo Senado nesta quarta-feira. Por se tratar de uma medida provisória, o texto tem força de lei desde que foi publicado, em dezembro de 2018 pelo ex-presidente Michel Temer, mas precisava ser aprovado pelo Congresso no prazo de 120 dias. Caso contrário, as regras deixariam de valer.

Capital estrangeiro


A MP altera o Código Brasileiro de Aeronáutica e estabelece que a concessão ou a autorização somente será dada a empresas que respondam às leis brasileiras e que tenham sede e administração no país. Isso não impede, porém, que as companhias contem com 100% de capital estrangeiro.

Antes da medida provisória, o Código Brasileiro de Aeronáutica determinava que pelo menos 80% do capital com direito a voto em aéreas deveriam pertencer a brasileiros – ou seja, limitava até 20% de participação de capital estrangeiro com direito a voto nas empresas. A MP revogou essa limitação e abriu totalmente as empresas ao capital externo.

O texto também retira do Código Brasileiro de Aeronáutica a previsão de que a direção da empresa será “confiada exclusivamente a brasileiros”.

O senador Fernando Bezerra (MDB-PE) afirmou que a abertura total das empresas ao capital estrangeiro aumentará a concorrência e pode reduzir tarifas.

“Estamos dando um passo importante para a abertura de novas empresas, para oxigenar o mercado aéreo nacional, aumentar a concorrência, reduzir tarifas e oferecer vários níveis de serviço para cada necessidade dos viajantes”, declarou.

Despacho de bagagem

Na prática, o texto aprovado proíbe, nos voos domésticos, a cobrança, por parte das empresas, de bagagem de:

até 23 kg nos aviões acima de 31 assentos;
até 18 kg para as aeronaves de 21 a 30 lugares;
até 10 kg se o avião tiver apenas 20 assentos.

Pelo texto, em voos com conexão, deverá prevalecer a franquia de bagagem referente à aeronave de menor capacidade.

Ainda segundo a proposta, nos voos internacionais, o franqueamento de bagagem será feito pelo sistema de peça ou peso, segundo o critério adotado em cada área e na conformidade com a regulamentação específica.

Em 2016, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou uma resolução que dá ao passageiro o direito de levar na cabine uma bagagem de mão de até 10 quilos, mas autorizou as aéreas a cobrarem por bagagens despachadas.

Atualmente, bagagens de 23 kg em voos nacionais e 32 kg nos voos internacionais são cobradas à parte, com um valor adicional ao da passagem. Cada empresa estabelece o critério de cobrança e as dimensões das malas.

Caso o presidente Jair Bolsonaro decida não vetar o trecho da MP que proíbe a cobrança por bagagens, a resolução da Anac deverá deixar de valer.

O senador Reguffe (sem partido-DF) defendeu a gratuidade e afirmou que os preços das passagens não caíram quando a cobrança para o despacho de bagagens foi implementada.

“Quando se instituiu a cobrança por bagagens, falou-se que iria cair o preço da passagem. Não caiu. E não é isso que vai impedir uma empresa estrangeira de vir para cá. O mercado brasileiro é amplo, é grande. Todo mundo vai querer entrar aqui”, disse Reguffe.
Acordo

Como a MP estava prestes a perder a validade, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), anunciou que foi feito um acordo para garantir a votação do texto nesta quarta-feira.

Segundo o líder governista, o Planalto se compromete a assinar um decreto, ou apoiar um projeto de lei, para que as empresas aéreas operem, pelo menos, 5% de seus voos em rotas regionais por no mínimo dois anos.

Proposta semelhante estava no relatório de Roberto Rocha, mas foi retirado do projeto quando o texto passou pela Câmara.

“O governo se compromete, através do seu líder, e com o aval da Casa Civil – através de decreto que vai regulamentar o projeto de lei de conversão – a resgatar o dispositivo dos 5 pontos percentuais de estímulo à aviação regional às empresas internacionais que vão adentrar ao mercado brasileiro”, afirmou Bezerra.
Mais do G1

Câmara aprova texto-base da MP da reforma administrativa e transfere Coaf para Economia

Reforma modificou estrutura do governo ao reduzir de 29 para 22 número de ministérios. Pelo texto, Conselho de Controle de Atividades Financeiras sai da Justiça e vai para Economia.

O plenário da Câmara aprovou nesta quarta-feira (22), por votação simbólica, texto-base do projeto referente à medida provisória da reforma administrativa, que estruturou o governo do presidente Jair Bolsonaro e reduziu o número de ministérios de 29 para 22.

Até a última atualização desta reportagem, deputados ainda analisavam os destaques (sugestões de mudanças no texto). Só depois da análise dos destaques o projeto poderá seguir para o Senado.

Na votação de destaques, os deputados
rejeitaram a recriação do Ministério da Cultura
mantiveram a fusão dos ministérios da Integração Nacional e das Cidades no Ministério do Desenvolvimento Regional
rejeitaram a recriação do Ministério do Trabalho
Coaf

A proposta aprovada pelos deputados mantém o texto da comissão mista do Congresso. O projeto transfere do Ministério da Justiça e Segurança Pública para o Ministério da Economia o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), responsável pelo combate a fraudes financeiras e de lavagem de dinheiro.

Após assumir a Presidência da República, Jair Bolsonaro transferiu o Coaf do extinto Ministério da Fazenda (atual Ministério da Economia) para o Ministério da Justiça.

Partidos de oposição e do Centrão pressionaram o governo para que o órgão ficasse vinculado ao Ministério da Economia e apresentaram uma emenda, ainda na comissão, para alterar esse ponto. O plenário da Câmara confirmou a decisão da comissão e votou pelo Coaf na Economia.

A retirada do Coaf do Ministério da Justiça representa uma derrota para o Palácio do Planalto e, especialmente, para o titular da pasta, o ministro Sérgio Moro, que defendia a manutenção do conselho sob a sua alçada.
Auditores da Receita

Os parlamentares aprovaram ainda limitar as atividades de auditores da Receita. A proposta proíbe auditor da Receita Federal de investigar crime que não seja de ordem fiscal.
Recriação de ministérios

O projeto aprovado nesta quarta-feira previa o desmembramento do Ministério do Desenvolvimento Regional com a recriação de duas pastas (Integração Nacional e Cidades). Mas na votação de um dos destaques, o Desenvolvimento Regional.Funai

Os deputados retiraram a demarcação de terras indígenas do Ministério da Agricultura e colocaram sob a guarda da Fundação Nacional do Índio (Funai), que, pelo projeto, passa a ser vinculada ao Ministério da Justiça.

Pelo texto da MP, que está hoje em vigor, a Funai está subordinada ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos. O projeto aprovado transferiu o órgão para o Ministério da Justiça.

Com reforma da Previdência, pedidos de aposentadoria disparam 115%

No primeiro trimestre deste ano, deram entrada 510.613 requisitos, ante 237.086 do mesmo período de 2018; concessões, porém, caíram 21%

A tramitação da reforma da Previdência e as estimativas de deputados e membros do governo de quando o texto pode entrar em vigor fizeram disparar em 115,4% o número de pedidos de aposentadoria recebidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) nos primeiros três meses deste ano. Entre janeiro e março, foram pedidas 510.613 aposentadorias, ante as 237.086 requisições do mesmo período de 2018. Os dados foram levantados pelo instituto a pedido de VEJA.
O aumento do pedido aconteceu tanto nas aposentadorias por idade como nas de por tempo de contribuição. No benefício por idade, foram solicitadas 280.048 aposentadorias nos primeiros três meses deste ano, contra 105.306 no mesmo período do ano anterior –uma alta de 166%. A aposentadoria por idade é aquela que o segurado precisa ter, no mínimo, 60 anos, no caso das mulheres, e 65 anos no caso dos homens. Além disso, são necessários 15 anos de contribuição.
No caso da aposentadoria por tempo de contribuição –em que não há idade mínima–, o número de pedidos saltou de 131.780 no primeiro trimestre de 2018 para 230.565 no mesmo período deste ano, com aumento de 75%. No caso desse tipo de benefício, o segurado precisa comprovar ao menos 30 anos de recolhimento no caso das mulheres e 35 anos no caso dos homens. 
De acordo com especialistas, o aumento no número de pedidos está diretamente relacionado com a reforma da Previdência, tema chave para o governo Bolsonaro. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) foi enviada em 20 de fevereiro para o Congresso. Mesmo antes, desde o dia da posse do ministro da Economia, Paulo Guedes, em 2 de janeiro, o tema tem sido recorrente para a tomada de decisões e é apontado como decisivo para os rumos da economia brasileira nos próximos anos.

Bolsonaro promete plano que arrecadará mais que Previdência


Presidente não deu detalhes do que se trata, apenas informou que a proposta será apresentada antecipadamente a líderes do Congresso

Em reunião com parlamentares do Nordeste, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) defendeu a aprovação da reforma da Previdência e prometeu outra proposta que, segundo ele, deve trazer arrecadação maior do que a primeira.
Sem dar detalhes, ele disse que o novo projeto será apresentado em breve a deputados e senadores. Questionada, a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto disse que "o presidente estuda novos projetos para o País". Bolsonaro afirmou que a proposta será apresentada antecipadamente aos presidentes e líderes do Congresso.
Ao lado do ministro Paulo Guedes, Jair Bolsonaro participa de encontro com bancada do Nordeste.
Ao lado do ministro Paulo Guedes, Jair Bolsonaro participa de encontro com bancada do Nordeste.
Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República / Estadão Conteúdo
"Um projeto que, com todo o respeito ao Paulo Guedes (ministro da Economia), a previsão de nós termos dinheiro em caixa é maior do que a reforma da Previdência em dez anos", afirmou Bolsonaro. "Com toda a certeza será aprovado aqui por unanimidade nas duas Casas, se Deus quiser", emendou.
Ele afirmou, ainda, que o governo quer levar adiante propostas de aumento de arrecadação, e não de aumento de impostos. "Não podemos falar em criar impostos. Ninguém aguenta mais essa questão."
No encontro, Bolsonaro voltou a elogiar o ministro da Economia, Paulo Guedes, a quem se referiu como "importantíssimo". "Ele é mais importante do que nunca para o futuro do Brasil porque está capitaneando a questão da reforma da Previdência", disse.
O presidente disse que ouviu apelos de parlamentares sobre situações críticas nos municípios, mas que "estão todos no mesmo barco". "Não existe presidente, governadores e prefeitos. Praticamente está todo mundo nesse mesmo barco. A nossa despesa nessa rubrica é enorme. E devemos, sem fazer injustiça, corrigir aqui as distorções e os privilégios (na Previdência). E, assim sendo, nós temos certeza de que investimentos chegarão em nosso Brasil."

quinta-feira, 9 de maio de 2019

'Espero que a Câmara mantenha Coaf com Moro', diz Bolsonaro

Decisão de retirar o Coaf do guarda-chuva de Moro foi aprovada por 14 votos contra 11 em comissão especial no Congresso

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 9, esperar que a mudança do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para o Ministério da Economia, aprovada mais cedo em comissão especial do Congresso, seja revertida nos plenários da Câmara ou do Senado.
"Espero que o plenário da Câmara e no Senado mantenha o Coaf no Ministério da Justiça porque é um instrumento muito importante para o combate à corrupção e à lavagem de dinheiro", afirmou o presidente durante transmissão ao vivo pelo Facebook.
Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto
07/05/2019 REUTERS/Adriano Machado
Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto
A decisão de retirar o Coaf do guarda-chuva de Moro foi aprovada por 14 votos contra 11. O texto ainda precisa passar pelos plenários da Câmara e do Senado. O grupo também decidiu pela transferência da Fundação Nacional do Índio (Funai) para o Ministério da Justiça.
A relevância do trabalho realizado pelo Coaf ganhou mais evidência no fim do ano passado. Em 6 de dezembro de 2018, o Estado revelou que um relatório do Coaf apontou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em uma conta no nome de Fabrício José Carlos de Queiroz. O valor se refere ao período entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. 

'Universidades estão preservadas'
 
Durante a transmissão, Bolsonaro levou o ministro da Educação, Abraham Weintraub, para falar sobre o contingenciamento nas universidades. Com várias caixas de chocolate sobre uma mesa, Weintraub tentou usar o didatismo para dizer que não está retirando verba das universidades, mas apenas contingenciando até setembro.
"O que estamos pedindo é: Se tem cem chocolatinhos, tira três e deixa para comer os chocolatinhos depois de setembro", disse Weintraub. Enquanto o ministro falava, Bolsonaro, ao centro da mesa, comia chocolates na mesa. "No governo Lula e Dilma cortaram R$ 10 bilhões e ninguém falou nada", completou Bolsonaro.
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Previdência: Profissionais criticam diferenças entre civis e militares

Eles afirmam que suas condições de trabalho equivalem às dos militares e não vêem razão para receber tratamento diferente


Profissionais da segurança criticam diferenças entre civis e militares

Profissionais da segurança criticam diferenças entre civis e militares

 Representantes de 21 categorias profissionais ligadas à segurança pública criticaram nesta quinta-feira (9), em audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, o tratamento diferenciado dado pelo governo federal a civis e militares na reforma da Previdência.
Ao encaminhar a reforma ao Congresso, o governo optou por definir as regras de aposentadoria e pensão de policiais civis e federais, de agentes penitenciários e socioeducativos e daqueles que desempenham atividades de risco por meio de uma proposta de emenda à Constituição (PEC 6/19). Já policiais militares e bombeiros militares seguirão as regras da reforma proposta para as Forças Armadas, encaminhadas na forma do Projeto de Lei 1645/19.

O representante da FENAPRF (Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais) na audiência, Marcelo Azevedo, defendeu tratamento previdenciário diferenciado para as forças de segurança pública em comparação com o cidadão comum. Azevedo, entretanto, disse que a reforma da Previdência não deve fazer distinção entre os profissionais da segurança pública, sejam civis ou militares.

Veja os principais pontos da reforma da Previdência
Para justificar a similaridade com os militares, ele enumerou características inerentes à atividade policial, como risco, desgaste físico e mental e a restrição a alguns direitos. “O Brasil é o País onde mais morrem profissionais de segurança pública, com 542 mortes em 2017”, disse Azevedo, acrescentando que a idade média de morte do policial é de 56 anos e o índice de suicídio é 3 vezes maior do que a média do País.

Ele destacou ainda que os policiais não têm direito a adicional noturno, periculosidade, insalubridade, greve, hora extra e contribuem para a Previdência por toda a vida, mesmo após a aposentadoria. “As atividades são similares, mas as propostas são distintas”, criticou.

Idade mínima

Pelo texto da PEC 6/19, policiais e agentes passam a ter o mesmo regime de Previdência e precisarão ter, no mínimo, 55 anos de idade para requerer a aposentadoria. Atualmente, policiais podem se aposentar com qualquer idade, desde que comprovem um tempo mínimo de contribuição e de atividade policial.

Já a reforma da Previdência dos militares das Forças Armadas, que valerá também para policiais e bombeiros militares, aumenta o tempo de serviço de 30 para 35 anos, mas não prevê idade mínima para a reserva remunerada.

Entenda a tramitação da reforma da Previdência

“Eu não quero um profissional com 60 anos para defender minha família. Quando chega a essa idade, o policial já está com diversos problemas de saúde”, disse o deputado Capitão Alberto Neto (PRB-AM), ao questionar a idade mínima. Alberto Neto propôs o debate juntamente com os deputados Fábio Henrique (PDT-SE); Santini (PTB-RS); Perpétua Almeida (PCdoB-AC); Capitão Wagner (PROS-CE); Guilherme Derrite (PP-SP); Hélio Costa (PRB-SC); Policial Katia Sastre (PR-SP); e Mara Rocha (PSDB-AC).
Pensão
Creusa Camelier, que representou a AMPOL (Associação Nacional das Mulheres Policiais do Brasil), condenou mudanças nas regras de pensão por morte das forças de segurança civis. “Isso deixará a família do profissional na miséria, porque a pensão por morte em serviço representará uma defasagem salarial de 80%”, disse. Pelo texto da PEC 6/19, o valor básico da pensão por morte será de 50% (parcela fixa) dos proventos do segurado, acrescida de 10% para cada dependente (cota individual), até o máximo de 100%.
O deputado Delegado Antônio Furtado (PSL-RJ) observou que a proposta do Executivo não é a esperada, mas adiantou que as entidades já estão recolhendo assinaturas de deputados para emendas que modifiquem o texto. “Já há cinco emendas previstas: uma assegura pensão integral e vitalícia. Outra assegura a integralidade e a paridade. Outra emenda a previsão de idade mínima de 55 anos para homens e de 52 para mulheres”, disse.

Duas horas antes do prazo, Temer se entrega à PF em São Paulo

Ex-presidente chegou à sede da corporação, na Lapa, zona oeste de São Paulo, por volta das 15h. Defesa pede para que ele fique detido na capital paulista

O ex-presidente Michel Temer (MDB) se entregou pouco antes das 15h à sede da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, onde se entregou para cumprir o mandado de prisão expedido pela juíza Caroline Figueiredo, substituta da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro.
A ordem de prisão também foi estendida ao coronel João Baptista de Lima Filho, amigo do ex-presidente há 30 anos e suposto operador de propinas destinadas a ele. Na decisão, a magistrada havia autorizado os dois a se apresentarem “espontaneamente” na sede da PF em São Paulo até as 17h. Do contrário, autorizou os agentes a cumprirem os mandados – ressalvou, apenas, que para isso não fossem usadas algemas.
Em relação aos pedidos de Temer e Lima para ficarem detidos em São Paulo, a juíza decidiu consultar o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), que na quarta-feira 8 revogou o habeas corpus e determinou que o ex-presidente e seu amigo voltassem a ser presos. O tribunal de segunda instância ainda não respondeu ao questionamento de Caroline Figueiredo.
  Edição: tropical noticias

domingo, 5 de maio de 2019

Assaltantes a bancos em Campo Maior são mortos durante confronto com a polícia na zona rural de Cocal.



Edição:tropical noticias

Bandidos mortos pela polícia no Piauí vieram de Minas Gerais, os bandidos mortos em confronto com a polícia neste domingo (05/05) na zona rural de Cocal na região norte do estado do Piauí. Pelo menos dos 06 mortos cinco, já foram identificados. São eles: Ricardo dos Santos, de 40 anos; Weverson de Oliveira Marçal, de 31 anos; Jean Gustavo Silva, de 30 anos, Jefferson Araújo Marquete e Reyller Alves da Silva, de 24 anos, todos naturais do Estado de Minas Gerais. 

Os bandidos formam um grupo muito grande, depois de explodir eles se dividiram em área diferente entrando de mata a fora entre Barra e Batalha, também trocarem tiros com a polícia na cidade de Piracuruca-PI,  Policiais civis e militares do Piauí, com apoio do Cotar do Ceará com apoio de helicóptero, que o mesmo fez sua diligencia para capturar os assaltantes que morrem em troca de tiros com a Policia Militar na zona rural de Cocal, no entanto sobe para 06 o número de mortos no confronto que aconteceu na altura da localidade Vidéu, zona rural de Cocal, cidade da região norte do Piauí.  


Na operação realizada em Cocal ainda foi apreendido armamentos e muita munição, carros, dinheiro, coletes balísticos e explosivos.

Participaram da ação policiais do GRECO, Diretoria de Inteligência da SSP-PI, Polícias Civil e Militar de Campo Maior, Piracuruca, Piripiri, Barras, Batalha, RONE, BOPE, Divisão de Operações Especiais da PC-PI e COTAR do Ceará com apoio aéreo. As diligencias continuam em várias regiões com reforço de mais policias para captura dos demais membros do grupo criminoso

Edição: Tropical Noticias.
 
 
 
 
 
 
 
 

domingo, 14 de abril de 2019

Piauiense de Cocal é assassinada em chacina de 3 mortos no DF

  

 Piauiense de Cocal é assassinada em chacina de 3 mortos no DF

 A piauiense Lúcia Oliveira, de 35 anos, natural do município de Cocal (289 km de Teresina), foi assassinada na madrugada deste domingo (14) em uma chacina que resultou na morte de três pessoas e deixou um jovem de 16 anos ferido e em estado grave de saúde no Setor de Chácaras Santa Luzia, na Estrutural de Brasília (DF).
 
O sobrevivente é um jovem de 16 anos. Ele foi levado para o Instituto Hospital de Base, em estado graveb de . Três, das quatro vítimas estavam mortas quando uma equipe da Polícia Militar (PM) chegou ao local.
 
Segundo o Centro de Comunicação da PM do Distrito Federal, havia mais de 10 cápsulas espalhadas pelo chão, possivelmente, da arma de fogo utilizada no crime, uma pistola 9 milímetros.
 
Agentes da 8ª Delegacia de Polícia (SIA) investigam o caso. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito já foi identificado. No entanto, ainda não há detalhes de onde o homem está escondido e se recebeu ajuda para fugir.
 
As vítimas assassinadas foram identificadas. É uma mulher de 35 anos e um homem de 23, que não tiveram os nomes divulgados e Lúcia Oliveira. Familiares informaram ainda que estão providenciado o translado do corpo de Lúcia Oliveira para a localidade Gangorra, na zona rural de Cocal, onde acontecerá o velório e posteriormente o sepultamento.
 
A previsão é do corpo de Lúcia Oliveira chegar na tarde de segunda-feira (15) ou na manhã de terça-feira (16) para o funeral e sepultamento.
Edição: Tropical Noticias
Informações Portal Meio Norte

domingo, 7 de abril de 2019

A chuva é previsível a omissão das autoridades inaceitável

  Teresina têm mortes, Parnaíba e Ilha Grande alagados, Piracuruca, Luzilândia, Batalha e José de Freitas na rota de risco
A chuva é previsível a omissão das autoridades inaceitável Foto: reprodução Google

A chuva é previsível
Esse filme nós já vimos. Na verdade, já assistimos há décadas. O filme da tragédia das águas de março e abril é clichê no Piauí. Pelo Brasil afora mudam os lugares e os meses, Rio, Minas, São Paulo, Bahia, Rondônia mas o filme trágico assim como a chuva são previsíveis. A previsão do tempo é cada vez mais precisa em suas aferições. A propósito, previsível também é a falta de ação preventiva para minimizar danos e evitar a perda de vidas.

Trabalhar pela habitação é vital
Se os poderes públicos não são capazes de oferecer moradia digna, que pelo menos seja segura. Não basta construir conjuntos habitacionais sem drenagem, sem escoamento fluvial ou mesmo em locais inadequados do ponto de vista da engenharia. Claro que a questão da moradia nas áreas de risco deságua na falta de emprego e oportunidades, que por sua vez residem na falta de qualificação profissional. Esse cenário requer mais esforço do poder público na atenção às políticas habitacionais.

Omissão do poder público é mortal
A culpa não é de São Pedro, mas a responsabilidade é dos gestores aqui da terra. Fato que a missão dos poderes públicos em ações de prevenção contra prejuízos e tragédias no período chuvoso não é fácil, mas já devia ter começado há muito tempo. Os gestores passam pelo poder e o problema continua.  

Tragédia rio acima, rua abaixo
Teresina têm mortes, Parnaíba e Ilha Grande alagados, Piracuruca, Luzilândia, Batalha e José de Freitas na rota de risco. Pensando bem essas tragédias rio acima, rua abaixo são muito mais provocados pelos homens que pela própria natureza. Até quando esperar? Por enquanto, as cruzes vão se acumulando pelo caminho das águas.
Edição: Tropical Noticias

Fim de semana será de mais chuva forte; 93 cidades estão sob alerta

Segundo aviso meteorológico do Inpe, há risco de mais tempestade com raios e grande cumulado de chuva para a Capital e mais 92 municípios no interior. Ventos podem chegar a 8km/h.

A chuva não dará trégua, pelo menos nas próximas 48 horas na região de Teresina e em boa parte do Piauí. É isto o que aponta a previsão climática do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para este final de semana. Na noite desta sexta-feira (05) outra chuva forte deverá cair sobre a Capital piauiense. A previsão de que haja precipitação é 90% e o volume de chuva deve chegar a, pelo menos, 30 milímetros. As rajas de vento podem atingir 8km/h.
Já para o final de semana, a previsão é de chuva na manhã do sábado, com algumas pancadas isoladas durante a tarde e uma chuva mais duradoura durante a noite. O volume de precipitação deve chegar a 35 milímetros e os ventos devem atingir cerca de 5 km/h. O sábado será marcado por sol, mas com muitas nuvens durante o dia e períodos nublados.

Foto: Arquivo O Dia
Para o domingo, a previsão é de sol, mas com aumento da quantidade de nuvens pela manhã e pancadas de chuva à tarde e à noite. O volume de precipitação, no entanto, deverá ser menos que na sexta e no sábado: apenas 20 milímetros, mas com rajadas de vento que podem chegar a 5 km/h.
“Ainda temos fortes chuvas hoje e amanhã. Vai chover em todo o Piauí. A partir de domingo, não é vai acabar o período chuvoso, mas vai dar uma diminuída e segunda retorna as pancadas novamente, porque abril é um mês em que vai chover bem”, explicou a meteorologista Sônia Feitosa.
Essas precipitações mais intensas na região são favorecidas pela atuação da Zona de Convergência Intertropical que, combinada com o aquecimento diurno, contribui para as pancadas de chuva locais.

Foto: Arquivo O Dia
93 cidades do Piauí estão sob alerta
De acordo com o monitoramento por satélite do Inpe, 93 cidades piauienses estão na área de alerta para fenômenos meteorológicos adversos. Segundo o aviso, há risco de tempestade de raios, chuvas intensas e acumulado de chuva. Haverá condição para pancadas de chuva acompanhadas de raios que, localmente, poderão ser intensas e gerar acumulados expressivos de precipitação em curto período de tempo.
Confira abaixo os municípios piauienses que estão sob alerta
PI - Agricolândia
PI - Água Branca
PI - Alto Longá
PI - Altos
PI - Amarante
PI - Angical do Piauí
PI - Antônio Almeida
PI - Assunção do Piauí
PI - Baixa Grande do Ribeiro
PI - Barras
PI - Barreiras do Piauí
PI - Barro Duro
PI - Batalha
PI - Beneditinos
PI - Boa Hora
PI - Bom Princípio do Piauí
PI - Boqueirão do Piauí
PI - Brasileira
PI - Buriti dos Lopes
PI - Buriti dos Montes
PI - Cabeceiras do Piauí
PI - Cajueiro da Praia
PI - Campo Largo do Piauí
PI - Campo Maior
PI - Capitão de Campos
PI - Caraúbas do Piauí
PI - Castelo do Piauí
PI - Caxingó
PI - Cocal
PI - Cocal de Telha
PI - Cocal dos Alves
PI - Coivaras
PI - Curralinhos
PI - Demerval Lobão
PI - Domingos Mourão
PI - Esperantina
PI - Gilbués
PI - Hugo Napoleão
PI - Ilha Grande
PI - Jardim do Mulato
PI - Jatobá do Piauí
PI - Joaquim Pires
PI - Joca Marques
PI - José de Freitas
PI - Juazeiro do Piauí
PI - Lagoa Alegre
PI - Lagoa de São Francisco
PI - Lagoa do Piauí
PI - Lagoinha do Piauí
PI - Luís Correia
PI - Luzilândia
PI - Madeiro
PI - Matias Olímpio
PI - Miguel Alves
PI - Miguel Leão
PI - Milton Brandão
PI - Monsenhor Gil
PI - Monte Alegre do Piauí
PI - Morro do Chapéu do Piauí
PI - Murici dos Portelas
PI - Nazária
PI - Nossa Senhora de Nazaré
PI - Nossa Senhora dos Remédios
PI - Novo Santo Antônio
PI - Olho D'Água do Piauí
PI - Palmeirais
PI - Parnaíba
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Por: Maria Clara Estrêla e Isabela Lopes

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